Au Pair, Colorado, Estados Unidos, Explorando, Intercâmbio, Trilha

Trilha: Saint Mary’s Glacier

Faz tempo que não apareço por aqui, né? Mas agora prometo que vou fazer de tudo para postar com frequência dando dicas e mostrando os lugares que estou conhecendo por aqui.

Já faz umas semanas que fui com as meninas fazer a trilha para o Saint Mary’s Glacier, mas acabei postando o vídeo só agora porque eu estava com muitos problemas na edição por causa do meu notebook antigo. Agora que comprei um novo posso voltar a postar vídeos no canal.

Essa trilha eu não lembro como que eu achei, mas tenho costume de ficar procurando lugares legais aqui por perto e devo ter dado de cara com alguma foto maravilhosa desse lugar. Quando comentei com a minha host mom ela disse que realmente era um lugar lindo e que eu deveria ir! Essa trilha fica perto de Idaho Springs – Colorado.

Quando você chega no Saint Mary’s Glacier, você pode acessar um dos lagos com carro. A paisagem é extremamente maravilhosa e eu não me canso de pensar que estou dentro de um quadro quando saio explorando esse estado. Já devo dar a dica de que é bastante frio, no dia que fomos estava ventando bastante e shorts não foi uma escolha muito sábia para compor o look do dia hahaha

A trilha em si não é difícil de fazer. Tem gente que sobe com bebê pendurado no peito, juro hahah Mas é claro que se você se exercita o tanto quanto eu (zero), vai sentir um pouco na subida. Ah, o que pesa bastante aqui no Colorado é a altitude. O Colorado é um dos estados mais altos, o que pode te fazer sofrer um pouquinho. Eu não sinto quase nada, mas uma amiga sofre bastante com isso por aqui.

As duas últimas fotos são do lugar que você chega depois da trilha. É bem friozinho também por causa da neve e do vento, mas nada que uma calça não resolva 🙂

Que sorte imensa poder conhecer esse lugar.

Au Pair

Quem não ajuda não atrapalha – Ou 5 coisas que você não deve falar para quem vai fazer intercâmbio

A partir do momento que você coloca os pés para fora da agência de viagens, após assinar o contrato do intercâmbio, você passa a ter conhecimento de que 99% das pessoas que você conhece só vão querer te puxar para baixo e fazer você se arrepender da sua decisão.

Tem gente que, óbvio, não faz por mal… Tipo a sua avó que chora até não poder mais e ainda fala “Não faz isso comigo, minha filha”. Mas também tem aquele tipo de pessoa que te dá uma alfinetadinha ou um olhar quando você diz que vai largar tudo e ir embora por um ou dois anos que você percebe que aquela pessoa só quer te puxar para baixo.

Para isso, eu digo: Quem não quer ajudar, que pelo menos não atrapalhe.

Resolvi listar algumas coisas que eu ouvi desde o momento que decidi ser au pair (isso lá no começo de 2016):

1 – “Mas e agora com o Trump como presidente?”

E agora continua do mesmo jeito que antes já que serei uma pessoa que entrará no país LEGALMENTE com um VISTO VÁLIDO.

2 – “Fez faculdade para acabar limpando bunda de bebê?” 

“Vai sair daqui para ser empregada dos outros…”

Cara, se tem uma coisa que me irrita muito em brasileiro é esse pensamento minúsculo que algumas pessoas têm. Já comentei sobre isso no post anterior mas repito: prefiro limpar a bunda dos meus meninos todos os dias em outro país do que ficar trancada dentro de um escritório trabalhando igual uma condenada a troco de nada.

O brasileiro tem muito preconceito com quem faz serviços como, por exemplo, babá, faxineira, jardineiro e coisas do tipo… Acham humilhante trabalhar para outras pessoas. Só queria informar essas pessoas que não é nada diferente na vida delas, já que também têm chefes e pessoas que as consideram “empregadas”. Estou ganhando meu dinheiro honestamente assim como outras pessoas e como bônus ainda tenho a oportunidade de conhecer outro país. A diferença está no tratamento que essas pessoas te dão. Eu sou tratada MUITO bem onde moro e trabalho. Não me rebaixam, me respeitam. E é assim que tem que ser.

3 – “Vai casar e nunca mais voltar…”

Claro, estou indo para outro país apenas para procurar homens. Eu vivo por isso. Não sei como estou solteira, pois só vivo com um homem ao meu lado. Falando sério agora… Isso pode até acontecer mas nunca pensei em vir para cá com esse objetivo. Penso sempre na minha evolução pessoal primeiro.

4 – “Você não vai sentir falta da sua família? Como tem coragem de fazer isso com eles?”

Mas é lógico que eu vou. Posso não ser uma pessoa muito afetiva mas eu sinto falta das pessoas que eu amo. E eu tenho coragem porque eu não quero viver a vida deles, quero ir atrás dos meus sonhos e se eu ficasse cada vez que me pedissem, eu ia viver uma vida que não era a minha. E eu seria infeliz a cada segundo que vivesse.

5 – “Quatro anos de faculdade para ser au pair depois. Como vai fazer depois que voltar e estiver desempregada?”

Queria muito saber em que momento eu joguei o meu diploma no lixo assim que eu assinei o meu contrato de intercâmbio. Nem eu sei o que eu quero fazer com a minha vida e você está aí querendo dar pitaco na vida alheia? Pessoas que acham que é perda de tempo viajar, por favor, nem falem comigo.

Se o seu sonho é ficar onde você está, que fique. Só não encha o saco que quem tem sonhos diferentes dos seus.

Au Pair, Diário, Intercâmbio

Um mês nos Estados Unidos

Ontem fez um mês que eu cheguei nos Estados Unidos. Já faz algum tempo que não pareço por aqui, mas estava esperando as coisas se ajeitarem e eu me adaptar direito para poder voltar a escrever, que é uma coisa que gosto muito.

Faz um mês que deixei todas as pessoas que eu amo para trás e vim viver um sonho muito maior do que apenas morar em outro país. Já fazia um belo tempo que eu me sentia estagnada no Brasil, na realidade eu não consigo enxergar muito futuro para mim no lugar em que nasci. Não me leve a mal. Eu amo o meu país, com todo o meu coração, mas talvez seja aquele tipo de amor que você precise ficar longe para continuar amando.

Faz um mês que resolvi sair da minha zona da conforto que cada vez mais aumentava minha ansiedade, para vir, sozinha, em um lugar completamente desconhecido e com pessoas que eu apenas havia conversado por Skype. Apostei na sorte e me dei muito bem. Me sinto grata por tudo ter dado tão certo, por ter pessoas tão boas na minha estrada por aqui e, acima de tudo, me sinto orgulhosa de ter me permitido passar por esse desafio que é sair do conhecido, do que a gente ama e já está acostumada.

Quanto mais a gente cresce, mais a gente percebe que são poucas pessoas que te querem bem. Quantas vezes ouvi pessoas duvidando da minha capacidade e praticamente dizendo que eu era fraca para conseguir chegar até aqui? Que eu estava jogando fora meu diploma de jornalista para ser babá. Acontece que minha visão é muito maior do que a dessas pessoas. Prefiro cuidar dos meus meninos e ter essa experiência maravilhosa em outro país do que ficar trancada em um escritório no Brasil e odiando cada segundo. Se você tem um sonho, seja fazer um intercâmbio como o meu ou não, nunca dê ouvidos para quem apenas quer te puxar para baixo. Na maior parte das vezes a pessoa só está refletindo suas próprias inseguranças em você. Já que ela não é capaz, você também não pode ser.

O importante é erguer a cabeça e ir atrás do que você quer e do que te deixa feliz. Eu vim atrás de mudanças e independência. E você, o que quer para a sua vida?

Intercâmbio, Work & Travel

Trabalhe nos Estados Unidos – Três anos que embarquei

Dia 9 fez três anos que embarquei na maior loucura da minha vida: fui sozinha para outro país e fiquei por lá três meses. Muitas vezes quando fecho os olhos e penso nisso não sei dizer se foi um sonho ou não. Essa época do ano me deixa muito nostálgica então resolvi trazer para o blog um pouquinho do que eu ainda lembro desse momento tão maravilhoso que passei morando nos Estados Unidos.

O intercâmbio que fiz foi o Work and Travel (ou Work Experience) e passei três meses no Colorado sendo Ski Concierge (depois explico) em um hotel pra lá de luxuoso em uma montanha. Um tempo atrás até gravei uns vídeos falando sobre isso no blog mas acabei apagando porque achei que a qualidade de som e imagem estavam péssimas, me perdoem. Prometo que o próximo vídeo será falando um pouco disso e vou separar por partes para explicar tudo para quem se interessar.

No post de hoje vou falar só sobre o lugar que eu morava, pois se abordar outros assuntos é capaz de ficar gigantesco e vocês desistirem de mim. A princípio, fui para os Estados Unidos para morar em Avon, no Colorado, mas acabou que eu morava mesmo é em Edwards, uma cidadezinha ao lado de Avon. Isso aconteceu porque essas cidades são minúsculas. Isso mesmo. Da última vez que chequei Avon tinha em torno de uns 6 mil habitantes. Meu canal no Youtube tem mais gente que essa cidade hahaha.

Hotel ryco que passei maior parte do meu tempo

Como a cidade é muito pequena, as opções de moradia são… praticamente inexistentes. Como ia ficar apenas durante o inverno, ninguém alugava casa para nós já que o contrato exigia pelo menos um ano de permanência no local. Foi aí que acabei em Edwards.

Avon, Edwards e Vail são tão próximas quanto um piscar de olhos. Eu trabalhava em Avon (meus amigos moravam lá também), morava em Edwards e passeava na linda Vail. O transporte público de lá é muito bom e chega a surpreender com a pontualidade, coisa que né, nunca vi em ônibus daqui do Brasil. Resumindo, apenas uma linha conseguia me levar nessas três cidades, então não tinha que ficar me preocupando com nome de ônibus (e ainda assim consegui me perder um dia).

O frio é de congelar suas extremidades, mas eu ficava encantada mesmo era com o céu que estava sempre o mais azul possível e sem nenhuma nuvem. Por mais que fosse frio, achei que era bem mais suportável do que o frio que passei em New York. A neve é um show à parte. Escolhi o Colorado justamente porque queria ver neve, achei que sair daqui e ir para a California, por exemplo, não ia ser uma experiência completa. Neva todos os dias praticamente no inverno. Tem dia que você vai sair de casa e a neve vai estar no seu joelho. Sem contar a armadilha de satanás quando ela começa a derreter e praticamente vira uma pista de patinação e você cai de bunda no gelo.

Vista em frente ao hotel que eu trabalhava

Avon, de acordo com o Wikipedia, é uma cidadezinha com um pouco mais de 6 mil habitantes. Lá fica o hotel maravilhoso que eu trabalhava, o The Ritz Carlton Bachelor Gulch. Como uma boa cidade com poucos habitantes, minha diversão por lá era ir no Walmart hahahah. Tinha alguns bares gostosos e uns restaurantes com preço acessível para a assalariada que aqui escreve. Assim como Edwards, Avon tem bastante morador estrangeiro. Acho que dá para contar nos dedos de uma mão quantos americanos eu encontrei pela cidade.

Vista que eu tinha quando saía de casa

Edwards eu não conheci muito além do local que eu morava. Fui uma vez no cinema que tinha por lá e comi algo em algum restaurante que me pesou uns 200kg no estômago depois. Por mais que eu morasse em uma área “pobre”, a casa era bem bonitinha e a paisagem me deixava hipnotizada todas as vezes que eu colocava os pés na rua: eu era muito grata por estar ali.

Vail e seu céu azul maravilhoso

Vail parece que saiu de um catálogo de férias de gente ryca. É uma vilazinha aconchegante que você só vê gente bonita e turistas e, como consequência, coisas bem caras. Meu passatempo favorito por lá era visitar a pizzaria Pazzo’s, que tinha um cardápio que cabia no meu bolso e uma pizza bem gostosa. Também tem uma pista de patinação (que obviamente nunca fui) e um cinema com serviço de comida. Pensa em uma torta de chocolate gostosa, era servida dentro do cinema antes do filme começar.

Bom, vou terminar o post por aqui porque ele já está gigantesco. No próximo eu conto um pouco sobre como era o meu trabalho e como escolhi essa vaga. Espero que tenham gostado e qualquer dúvida é só deixar um comentário!

Um beijo.