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Intercâmbio

Au Pair, Diário, Intercâmbio

Um mês nos Estados Unidos

Ontem fez um mês que eu cheguei nos Estados Unidos. Já faz algum tempo que não pareço por aqui, mas estava esperando as coisas se ajeitarem e eu me adaptar direito para poder voltar a escrever, que é uma coisa que gosto muito.

Faz um mês que deixei todas as pessoas que eu amo para trás e vim viver um sonho muito maior do que apenas morar em outro país. Já fazia um belo tempo que eu me sentia estagnada no Brasil, na realidade eu não consigo enxergar muito futuro para mim no lugar em que nasci. Não me leve a mal. Eu amo o meu país, com todo o meu coração, mas talvez seja aquele tipo de amor que você precise ficar longe para continuar amando.

Faz um mês que resolvi sair da minha zona da conforto que cada vez mais aumentava minha ansiedade, para vir, sozinha, em um lugar completamente desconhecido e com pessoas que eu apenas havia conversado por Skype. Apostei na sorte e me dei muito bem. Me sinto grata por tudo ter dado tão certo, por ter pessoas tão boas na minha estrada por aqui e, acima de tudo, me sinto orgulhosa de ter me permitido passar por esse desafio que é sair do conhecido, do que a gente ama e já está acostumada.

Quanto mais a gente cresce, mais a gente percebe que são poucas pessoas que te querem bem. Quantas vezes ouvi pessoas duvidando da minha capacidade e praticamente dizendo que eu era fraca para conseguir chegar até aqui? Que eu estava jogando fora meu diploma de jornalista para ser babá. Acontece que minha visão é muito maior do que a dessas pessoas. Prefiro cuidar dos meus meninos e ter essa experiência maravilhosa em outro país do que ficar trancada em um escritório no Brasil e odiando cada segundo. Se você tem um sonho, seja fazer um intercâmbio como o meu ou não, nunca dê ouvidos para quem apenas quer te puxar para baixo. Na maior parte das vezes a pessoa só está refletindo suas próprias inseguranças em você. Já que ela não é capaz, você também não pode ser.

O importante é erguer a cabeça e ir atrás do que você quer e do que te deixa feliz. Eu vim atrás de mudanças e independência. E você, o que quer para a sua vida?

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Intercâmbio, Work & Travel

Trabalhe nos Estados Unidos – Três anos que embarquei

Dia 9 fez três anos que embarquei na maior loucura da minha vida: fui sozinha para outro país e fiquei por lá três meses. Muitas vezes quando fecho os olhos e penso nisso não sei dizer se foi um sonho ou não. Essa época do ano me deixa muito nostálgica então resolvi trazer para o blog um pouquinho do que eu ainda lembro desse momento tão maravilhoso que passei morando nos Estados Unidos.

O intercâmbio que fiz foi o Work and Travel (ou Work Experience) e passei três meses no Colorado sendo Ski Concierge (depois explico) em um hotel pra lá de luxuoso em uma montanha. Um tempo atrás até gravei uns vídeos falando sobre isso no blog mas acabei apagando porque achei que a qualidade de som e imagem estavam péssimas, me perdoem. Prometo que o próximo vídeo será falando um pouco disso e vou separar por partes para explicar tudo para quem se interessar.

No post de hoje vou falar só sobre o lugar que eu morava, pois se abordar outros assuntos é capaz de ficar gigantesco e vocês desistirem de mim. A princípio, fui para os Estados Unidos para morar em Avon, no Colorado, mas acabou que eu morava mesmo é em Edwards, uma cidadezinha ao lado de Avon. Isso aconteceu porque essas cidades são minúsculas. Isso mesmo. Da última vez que chequei Avon tinha em torno de uns 6 mil habitantes. Meu canal no Youtube tem mais gente que essa cidade hahaha.

Hotel ryco que passei maior parte do meu tempo

Como a cidade é muito pequena, as opções de moradia são… praticamente inexistentes. Como ia ficar apenas durante o inverno, ninguém alugava casa para nós já que o contrato exigia pelo menos um ano de permanência no local. Foi aí que acabei em Edwards.

Avon, Edwards e Vail são tão próximas quanto um piscar de olhos. Eu trabalhava em Avon (meus amigos moravam lá também), morava em Edwards e passeava na linda Vail. O transporte público de lá é muito bom e chega a surpreender com a pontualidade, coisa que né, nunca vi em ônibus daqui do Brasil. Resumindo, apenas uma linha conseguia me levar nessas três cidades, então não tinha que ficar me preocupando com nome de ônibus (e ainda assim consegui me perder um dia).

O frio é de congelar suas extremidades, mas eu ficava encantada mesmo era com o céu que estava sempre o mais azul possível e sem nenhuma nuvem. Por mais que fosse frio, achei que era bem mais suportável do que o frio que passei em New York. A neve é um show à parte. Escolhi o Colorado justamente porque queria ver neve, achei que sair daqui e ir para a California, por exemplo, não ia ser uma experiência completa. Neva todos os dias praticamente no inverno. Tem dia que você vai sair de casa e a neve vai estar no seu joelho. Sem contar a armadilha de satanás quando ela começa a derreter e praticamente vira uma pista de patinação e você cai de bunda no gelo.

Vista em frente ao hotel que eu trabalhava

Avon, de acordo com o Wikipedia, é uma cidadezinha com um pouco mais de 6 mil habitantes. Lá fica o hotel maravilhoso que eu trabalhava, o The Ritz Carlton Bachelor Gulch. Como uma boa cidade com poucos habitantes, minha diversão por lá era ir no Walmart hahahah. Tinha alguns bares gostosos e uns restaurantes com preço acessível para a assalariada que aqui escreve. Assim como Edwards, Avon tem bastante morador estrangeiro. Acho que dá para contar nos dedos de uma mão quantos americanos eu encontrei pela cidade.

Vista que eu tinha quando saía de casa

Edwards eu não conheci muito além do local que eu morava. Fui uma vez no cinema que tinha por lá e comi algo em algum restaurante que me pesou uns 200kg no estômago depois. Por mais que eu morasse em uma área “pobre”, a casa era bem bonitinha e a paisagem me deixava hipnotizada todas as vezes que eu colocava os pés na rua: eu era muito grata por estar ali.

Vail e seu céu azul maravilhoso

Vail parece que saiu de um catálogo de férias de gente ryca. É uma vilazinha aconchegante que você só vê gente bonita e turistas e, como consequência, coisas bem caras. Meu passatempo favorito por lá era visitar a pizzaria Pazzo’s, que tinha um cardápio que cabia no meu bolso e uma pizza bem gostosa. Também tem uma pista de patinação (que obviamente nunca fui) e um cinema com serviço de comida. Pensa em uma torta de chocolate gostosa, era servida dentro do cinema antes do filme começar.

Bom, vou terminar o post por aqui porque ele já está gigantesco. No próximo eu conto um pouco sobre como era o meu trabalho e como escolhi essa vaga. Espero que tenham gostado e qualquer dúvida é só deixar um comentário!

Um beijo.

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Intercâmbio, Work & Travel

Vídeo: Work & Travel #3 – Trabalho

Olha só quem resolveu parar de preguiça e fazer um vídeo sobre intercâmbio! Eu estava viajando e fiquei um tempinho longe do blog, mas agora vou atualizar com mais frequência. Nesse vídeo eu falei um pouco sobre a escolha do trabalho, como era o meu trabalho e dei algumas dicas na hora em que você for escolher o seu.
Eu trabalhei no hotel The Ritz Carlton em Avon, no Colorado. Passei muito frio, o Colorado é maravilhoso, mas extremamente gelado no inverno. A cidade que eu morava era muito pequenininha, na verdade eram várias cidades pequenas uma perto da outra. Eu morava em Edwards, trabalhava em Avon e passeava em Vail.
Embora seja uma cidade pequena tem coisas bem legais para fazer, Vail é uma cidade que merece um post só para ela de tão linda que é, tem vários barzinhos legais, restaurantes e algumas baladas (na verdade era só uma, eu acho) e que se você tiver vinte e um anos ou mais, com certeza vai poder aproveitar bastante.
Não esqueça de se inscrever no canal! 🙂

Escolhi algumas fotos do lugar que eu trabalhava pra vocês verem como eu não minto em dizer que era um dos lugares mais bonitos que eu já vi na minha vida, por mais que eu estivesse cansada de trabalhar, ou mal humorada por estar acordando cedo naquele frio, eu parava pra olhar onde eu estava e tinha um sentimento muito bom por estar sendo privilegiada em ver isso todos os dias:

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Beleza, Intercâmbio, um pouco do que penso

Forever 21 e nossos pequenos impostos

 Essa semana não se falou de outra coisa a não ser a abertura da primeira loja Forever 21 aqui no Brasil. Faz muito tempo que eu navego pelo site (com certeza não sou a única) e fico desejando todas as roupas e sempre fiquei inconformada com o fato de uma loja dessas não fazer entregas no Brasil. 
 Esse ano tive a oportunidade de conhecer de fato a loja e os produtos, fui na Forever 21 de Denver e na de New York. É uma loucura. Uma loja enorme em que você se perde e não sabe o que já viu, o que falta ver e ao mesmo tempo não tem mais mão e nem braço porque já está tudo lotado de coisas para experimentar, mas nunca é o suficiente. Quando você bate os olhos nos preços sempre quer levar mais alguma coisa. 
 E aí que esse paraíso em forma de loja resolveu dar as caras por aqui, no nosso humilde país e o medo de todas as consumistas fervorosas como eu era que o maior atrativo da loja, o preço, seria deixado de lado já que com o tanto de impostos que pagamos por aqui tudo fica (muito) mais caro. 
 Quando eu cheguei nos Estados Unidos ainda tinha o hábito de converter meus dólares em reais, era dinheiro do meu pai, então eu tinha dó de gastar com coisas banais e pensava duas vezes se eu pagaria aquilo em reais. A partir do momento em que eu comecei a trabalhar e ganhar o meu próprio dinheiro, parei de converter. É como se aquele dinheiro se tornasse a sua moeda também e você não vê mais necessidade de estar convertendo o tempo todo, pois não trocou aqui no Brasil e não pagou mais que o dobro por apenas um dólar. 
 Quando você deixa de fazer a conversão de dólar para reais é que você percebe o quão injustos são os impostos que pagamos no nosso país, isso já é de conhecimento de todos, mas quando você viaja para o exterior e vê com os próprios olhos que o dinheiro começa render, diferentemente daqui, te causa uma grande revolta. 
 Essa revolta está presente todos os dias, quando você passa pela vitrine e vê coisas que aqui custam o olho da cara, por exemplo, uma roupa da Aeropostale, Hollister ou qualquer outra marca que virou modinha e sinônimo de “status”, lá não custa quase nada e as pessoas simplesmente não dão bola para isso e não transformam essas baboseiras em símbolo de riqueza. Sinto te dizer, você que usa Abercrombie como uniforme e acha que isso ostenta seu dinheiro e te deixa mais cool, lá fora sua camiseta não significa absolutamente nada. Está na hora de perder esses conceitos ridículos. 
 Outro fato que chocou foi quando a Sony lançou o Playstation 4 e o nosso preço era apenas 4 mil reais, quem não tem esse dinheiro para gastar com um videogame, não é mesmo? Nem se eu tivesse esse dinheiro todo eu pagaria esse valor, acho um desrespeito. Fui viajar com a ideia de comprar um celular novo, o meu já estava pra lá de Bagdá e só funcionava quando queria, então achei que era uma ótima oportunidade. Eu trabalhava cinco dias por semana e recebia meu salário a cada quinze dias. No meu primeiro pagamento eu consegui comprar um Galaxy S4, quando isso aconteceria aqui? Trabalhei pouquíssimas horas em comparação ao que eu teria que trabalhar aqui para conseguir pagar o que esse celular custa. É extremamente revoltante. 
 Outro produto que me pediram quando eu estava viajando é o Aussie, um hidratante pro cabelo que eu só fui descobrir que estava bombando por aqui muito tempo depois, quando minha amiga me mandou uma imagem de uma loja virtual e o preço era R$50. Até ri quando vi, pois paguei menos que três dólares. Sim. E quem vai pra lá tem a coragem de revender por cinquenta reais e ainda dar seguimento a essa palhaçada. 
 Pra provar o quanto paguei, tirei uma foto da prateleira do Walmart (minhas melhores compras de beleza e os melhores preços):



 Mas enfim, todo esse papo enrolação foi para dizer que pelo menos dessa vez os impostos não foram tão injustos e já podemos comemorar porque os preços da Forever 21 são bem acessíveis, agora é só torcer para que ela se espalhe por todo país.
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