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Beleza, Intercâmbio, um pouco do que penso

Forever 21 e nossos pequenos impostos

 Essa semana não se falou de outra coisa a não ser a abertura da primeira loja Forever 21 aqui no Brasil. Faz muito tempo que eu navego pelo site (com certeza não sou a única) e fico desejando todas as roupas e sempre fiquei inconformada com o fato de uma loja dessas não fazer entregas no Brasil. 
 Esse ano tive a oportunidade de conhecer de fato a loja e os produtos, fui na Forever 21 de Denver e na de New York. É uma loucura. Uma loja enorme em que você se perde e não sabe o que já viu, o que falta ver e ao mesmo tempo não tem mais mão e nem braço porque já está tudo lotado de coisas para experimentar, mas nunca é o suficiente. Quando você bate os olhos nos preços sempre quer levar mais alguma coisa. 
 E aí que esse paraíso em forma de loja resolveu dar as caras por aqui, no nosso humilde país e o medo de todas as consumistas fervorosas como eu era que o maior atrativo da loja, o preço, seria deixado de lado já que com o tanto de impostos que pagamos por aqui tudo fica (muito) mais caro. 
 Quando eu cheguei nos Estados Unidos ainda tinha o hábito de converter meus dólares em reais, era dinheiro do meu pai, então eu tinha dó de gastar com coisas banais e pensava duas vezes se eu pagaria aquilo em reais. A partir do momento em que eu comecei a trabalhar e ganhar o meu próprio dinheiro, parei de converter. É como se aquele dinheiro se tornasse a sua moeda também e você não vê mais necessidade de estar convertendo o tempo todo, pois não trocou aqui no Brasil e não pagou mais que o dobro por apenas um dólar. 
 Quando você deixa de fazer a conversão de dólar para reais é que você percebe o quão injustos são os impostos que pagamos no nosso país, isso já é de conhecimento de todos, mas quando você viaja para o exterior e vê com os próprios olhos que o dinheiro começa render, diferentemente daqui, te causa uma grande revolta. 
 Essa revolta está presente todos os dias, quando você passa pela vitrine e vê coisas que aqui custam o olho da cara, por exemplo, uma roupa da Aeropostale, Hollister ou qualquer outra marca que virou modinha e sinônimo de “status”, lá não custa quase nada e as pessoas simplesmente não dão bola para isso e não transformam essas baboseiras em símbolo de riqueza. Sinto te dizer, você que usa Abercrombie como uniforme e acha que isso ostenta seu dinheiro e te deixa mais cool, lá fora sua camiseta não significa absolutamente nada. Está na hora de perder esses conceitos ridículos. 
 Outro fato que chocou foi quando a Sony lançou o Playstation 4 e o nosso preço era apenas 4 mil reais, quem não tem esse dinheiro para gastar com um videogame, não é mesmo? Nem se eu tivesse esse dinheiro todo eu pagaria esse valor, acho um desrespeito. Fui viajar com a ideia de comprar um celular novo, o meu já estava pra lá de Bagdá e só funcionava quando queria, então achei que era uma ótima oportunidade. Eu trabalhava cinco dias por semana e recebia meu salário a cada quinze dias. No meu primeiro pagamento eu consegui comprar um Galaxy S4, quando isso aconteceria aqui? Trabalhei pouquíssimas horas em comparação ao que eu teria que trabalhar aqui para conseguir pagar o que esse celular custa. É extremamente revoltante. 
 Outro produto que me pediram quando eu estava viajando é o Aussie, um hidratante pro cabelo que eu só fui descobrir que estava bombando por aqui muito tempo depois, quando minha amiga me mandou uma imagem de uma loja virtual e o preço era R$50. Até ri quando vi, pois paguei menos que três dólares. Sim. E quem vai pra lá tem a coragem de revender por cinquenta reais e ainda dar seguimento a essa palhaçada. 
 Pra provar o quanto paguei, tirei uma foto da prateleira do Walmart (minhas melhores compras de beleza e os melhores preços):



 Mas enfim, todo esse papo enrolação foi para dizer que pelo menos dessa vez os impostos não foram tão injustos e já podemos comemorar porque os preços da Forever 21 são bem acessíveis, agora é só torcer para que ela se espalhe por todo país.
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Intercâmbio – Como é o meu trabalho?

Quando estava escolhendo a vaga de trabalho a primeira coisa que eu pensei foi em não trabalhar em uma estação de ski. Não sei bem ao certo porque tomei essa decisão, mas achava que ia ser um trabalho chato e sem nada a acrescentar.
É muito difícil ir para outro país para trabalhar em algo que não faz parte da sua área, digo, vou ser jornalista, esse trabalho não tem nada a ver com o que eu quero ser.
Mas por outro lado é uma boa escolha para quem deseja ter uma ótima experiência profissional no currículo, o hotel onde trabalho, por exemplo, é considerado um dos melhores do mundo. Isso conta bastante.
Antes de chegar aqui eu sabia que iria trabalhar ajudando os hóspedes com as botas e os skis. Era apenas isso que eu sabia. É óbvio que eu já tinha em mente que não ia ser uma maravilha sempre. Trabalhar é assim, uma dia você gosta e outro você odeia.
O que eu faço aqui é trabalhar pra muito hóspede preguiçoso. Posso trabalhar em três coisas diferentes no meu emprego: ficar na neve pegando skis, lá fora recebendo e colocando as botas nos hóspedes ou em uma garagem levando as botas e os sapatos quando eles pedem.
Até aí tudo bem, prefiro muito mais ficar quentinha e levando bota do que ficar lá fora congelando e sendo simpática o tempo todo com as pessoas. Acontece que esse trabalho está completamente errado.
Não sei bem ao certo porque tudo está tão absurdo assim, mas a garagem em que as botas são guardadas fica longe do lugar em que os hóspedes as solicitam. Pra mim isso é muita burrice. Querem que a gente leve as botas o mais rápido possível, mas se esqueceram que há uma escada de vinte degraus no meio disso. Além do fato de ter que muitas vezes carregar umas cinco botas no ombro, subir as escadas, passar pelo lobby, desviar do povo que insiste em ficar conversando no meio do caminho e então chegar ao terraço.
É um trabalho que me testa todos os dias. Muitas pessoas que se hospedam aqui não merecem o dinheiro que tem. Já teve gente que trabalhava comigo que se demitiu porque um hóspede cuspiu em seu rosto, isso mesmo, cuspiu.
Sempre penso que a vida se encarrega de dar uma lição para essas pessoas e agradeço sempre que posso pela educação e pelo caráter que meus pais me deram, nem se eu tivesse todo o dinheiro do mundo eu humilharia alguém que está trabalhando e tentando ganhar seu dinheiro. Eu estou aqui para me divertir, não preciso desse dinheiro para sustentar uma família, mas tem quem precise, e digo que são muito mais merecedores de respeito do que ricos que acham que o mundo gira ao seu redor.
Tudo isso com certeza tem me feito uma pessoa melhor. Ganho bem, trabalho que nem uma louca, mas ao mesmo tempo tenho a oportunidade de ver o quanto que eu tive sorte de ter uma família maravilhosa e que soube me educar para eu não me tornar uma dessas pessoas esnobes que encontro todos os dias.
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Intercâmbio – Primeiras impressões

Demorei, mas voltei!
Essa primeira semana foi extremamente corrida e só agora me estabilizei e criei vergonha na cara para postar algo.
Cheguei nos Estados Unidos no dia 9 e fui direto para Denver, que é a maior cidade perto da minha.
A Interexchange nos hospedou por dois dias em um hotel para a orientação deles. Falaram mais do mesmo, a CI já havia me falado todas aquelas informações. Fiz o Social Security, pra quem não sabe é a carteira de trabalho americana. Uma vez que que você faz, pode trabalhar no país para sempre, desde que seu visto permita. O meu visto é o J1, com ele tenho direito a três meses de trabalho e um para viajar para onde quiser.

Denver é uma cidade extremamente bonita. Aliás, desde que cheguei me impressiono todos os dias com as paisagens que vejo, até mesmo quando acordo cedo para trabalhar, olho pro lado e vejo a Lua sobre as montanhas congeladas, imagens que pra mim só existiam em fotos.
Agora na época do Natal tudo fica mais bonito ainda, a decoração é extremamente caprichada, pinheiros gigantes lotados de luzes natalinas.
Tirei algumas fotos, mais a maioria ficou tremida já que não é muito confortável tirar as luvas nesse frio.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Casa e adaptação:
Quando ainda estava no Brasil eu consegui uma casa para ficar. Era uma casa de familia e era apenas isso que eu sabia. Assim que cheguei em Avon fui direto para a casa e fiquei decepcionada, não vou entrar em detalhes, mas tinham algumas  coisas que eram contra os meus princípios e que me deixaram extremamente desconfortável, tirando o fato de que so falavam espanhol e um inglês  muito do mais ou menos.
Acabei indo para um hotel e perdendo um belo dinheiro por noite. Sim, pensei em desistir, em voltar para a minha casa e deixar tudo isso pra la. Arrumar um lugar para morar por aqui é muito difícil. Perdi a conta de quantos lugares fui atrás e que não deram em nada.
A minha dica é:
Escolha um empregador que FORNEÇA moradia. Acredite, vai te poupar muita preocupação (e dinheiro).
Queria mudar de cidade, cheguei a entrar em contato com a Interexchange, mas finalmente encontrei um lugar para ficar.
Estou morando na casa de uma mexicana e de sua filha de dezesseis anos, elas falam inglês e assim posso praticar o meu também. Além de que tenho um quarto só para mim.
Se você passar pelas mesmas dificuldades, respire fundo e tente pensar em quanto queria essa viagem e que, de um jeito ou de outro, tudo se resolve. O maior desafio é a adaptação. Tenha isso em mente.
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Intercâmbio – Para onde ir?

Desde que eu comecei a pensar em fazer intercâmbio tinha quase certeza de que iria acabar em uma cidade bem pequenininha dos Estados Unidos. É o que normalmente acontece e acho que assim você tem uma ótima oportunidade de realmente conhecer a cultura e os hábitos dos americanos a fundo.
Quando recebia alguma vaga de trabalho para analisar a primeira coisa que eu queria pesquisar era sobre a cidade, no começo eu não queria ir para um lugar que fosse muito frio, já que tudo que é demais, sobra. Pensei então em ir para a Flórida, ou para a Califórnia. Mas acabei contrariando minha vontade inicial e escolhendo uma cidade que vira um freezer durante o inverno.
Vou ficar em uma cidade de mais ou menos seis mil habitantes chamada Avon, no Colorado. Vou trabalhar em uma estação de ski de um hotel de lá. A primeira coisa que pensei quando pesquisei imagens no Google foi que eu estava vendo um típico cenário de filme americano de Natal, aqueles que passam na Sessão da Tarde, sabe? Com um coral de criancinhas cantando músicas natalinas (aliás, devo deixar registrado aqui o meu amor por músicas de Natal <3) e a neve caindo.
Falando em neve, muita gente tem me falado pra não levar nada de roupa de frio daqui, já que nossas roupas não foram feitas para nos esquentar de um frio desses e além do fato de que comprar roupa lá é muito mais barato. Leve apenas o necessário e um casaco mais pesado para você usar até comprar outro mais quente.
Ouso dizer que a escolha da cidade é a mais importante do seu intercâmbio, você não vai querer morar em uma cidade que não te agrada, não é mesmo? Pesquise, pesquise muito sobre o local desejado; lugares, pessoas, notícias, história, enfim, tudo o que puder.
Uma dica legal para você conhecer um pouco sobre a cidade que escolheu é sempre procurar o site oficial, toda cidade tem um site com um nome mais ou menos parecido, é só digitar “visit” + o nome da sua cidade no Google.
Faltam apenas 3 dias para a minha viagem! :D
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