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um pouco do que penso

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Aquele em que eu entro em crise com a vida adulta

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Sabe aquela brincadeira que a gente fazia quando era criança e que tinha como propósito “adivinhar” nosso futuro? Muito melhor do que qualquer cartomante, em apenas alguns minutos descobríamos se íamos ser pobres, quantos filhos iam nos pentelhar e se a gente ia morrer na pobreza ou divar deitando em dinheiro.

Tenho pensado muito nisso e na ideia que eu tinha do meu futuro quando eu era mais nova. Lembro que todas as vezes que fizeram essa brincadeira comigo – em todas – eu disse que queria casar com uns 20, 22 anos. Acontece, meus amigos, que os 25 já estão batendo na minha porta e eu não tenho a mínima ideia de como é ser adulta e, muito menos, estou perto de casar.

A Nathália de 10 anos tinha certeza absoluta de que quando tivesse uns vinte anos já teria tudo resolvido. Já teria saído da casa dos pais, encontrado o príncipe encantado e já teria pelo menos um filho. Bom, sair da casa dos meus pais eu saí, mas voltei. O príncipe encantado aparece e a gente percebe que se for pra aceitar o machismo dele, é melhor morrer solteira. E os filhos? A gente deixa para depois dos 30, que é a nova idade para ter tudo resolvido (provavelmente com 30 ainda estarei em crise existencial e me sentindo uma adolescente presa em um corpo com dores precoces).

O sentimento que fica é de eterno fracasso. Seria pior se eu não visse tantos jovens da minha idade passando pelo mesmo que eu. Me sinto presa no clipe da música 22 da Lily Allen, enquanto pessoas ao meu redor dizem que já estou velha e que minha vida acabou.

Queria poder voltar no tempo e contar para a Nathália de 10 anos que nada ia acontecer do jeito que ela planejava. Que com 20 anos ela ainda ia se sentir uma adolescente com um mundo a descobrir e que não tem absolutamente nada de errado nisso. Que está tudo bem em não sonhar com uma casa própria, mas sim com viagens pelo mundo. Que é okay não querer passar a vida construindo uma carreira e trabalhando que nem uma condenada e sim aproveitar as coisas da vida que o dinheiro não podem comprar.

Ah! Também diria para não dar ouvidos para os adultos que já abandonaram seus sonhos e que querem impor a vida deles na sua. Trace você mesma seu caminho.

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um pouco do que penso

A arte de querer fazer tudo ao mesmo tempo

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Hoje eu estava em um post do Bloguismo (grupo de blogueiras que participo), quando uma das meninas comentou que estava sofrendo porque ultimamente ela não conseguia mais fazer apenas uma coisa por vez – queria fazer tudo ao mesmo tempo e acabava não fazendo nada direito.

É óbvio que me identifiquei com isso. Faz muito tempo que eu não sei mais o que é fazer as coisas com calma. Aliás, ouso dizer que eu nunca nem soube o que significa ter calma. Para vocês terem noção da minha situação, enquanto eu estou fazendo miojo eu também estou conversando no Whatsapp, pegando refrigerante, indo arrumar a cama pra dormir e arrumando a bagunça do meu quarto. Quando percebo, meu miojo já está molenga e assim é a vida de quem faz várias coisas ao mesmo tempo. A gente come comida que passou do ponto porque resolveu que era uma ótima hora para fazer tudo o que precisava fazer, em apenas três minutos de espera do miojo.

Quando eu era mais nova, adorava ler. Hoje, eu quase não leio mais. Eu posso estar sem fazer nada, é só eu abrir um livro que eu fico pensando em milhares de coisas que tenho que fazer, no preço do dólar, no meu futuro, em problemas que não vão nem acontecer. Também gostava bastante de acompanhar blogs, hoje em dia começo a ler um post e quando percebo estou com duzentas abas abertas no Chrome e não tenho a mínima ideia do que eu estava lendo no começo.

Teve uma época que eu acreditava, piamente, que quem tinha a habilidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, era uma pessoa muito sortuda e evoluída. Me orgulhava de ser assim, até a ficha cair e eu perceber que, na verdade, querer fazer várias coisas ao mesmo tempo faz com que eu não execute nenhuma dessas tarefas com excelência. Fica tudo mais ou menos.

Juro que tem hora que eu paro e penso: “Respira! Pra quê tanta pressa?”. E é isso, pressa de viver é o que eu sinto. Estou sempre em um estado de ansiedade que não me deixa fazer nada direito, mas faço tudo ao mesmo tempo. Já dizia minha ex-psiquiatra que tudo isso é culpa da internet. Será mesmo? Não duvido… É tanta rede social, site, foto e mil coisas ao mesmo tempo que acho que nosso cérebro aprendeu a ficar no 220v e nunca mais voltou ao normal.

Desde que comecei a escrever esse post eu já pintei as minhas unhas, tomei chá, vi dois episódios de Friends e respondi algumas pessoas no Facebook. Preciso dar mais ouvidos àquela vozinha na minha cabeça que vive me pedindo para ter mais calma na vida, quem sabe assim um dia vou poder ler um livro em paz de novo.

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Séries, um pouco do que penso

Os homens de Girls

Alguém aí assiste a série Girls? Não é nova, mas se você ainda não assistiu e pretende assistir, esse post está lotado de spoilers.

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Acho que faz uns dois anos que assisti o piloto de Girls e detestei. Do tipo: que coisa horrorosa, não vou dar nem uma segunda chance e assistir o segundo episódio. Acontece que o tédio falou mais alto ultimamente e resolvi baixar e ver qual é a dessa série e posso dizer que me surpreendi porque não é totalmente descartável como eu tinha achado.

Eu acabei de terminar a terceira temporada e algumas coisas não saem da minha cabeça. Primeiro eu gostaria de falar que eu odeio a Hannah, quase parei a terceira temporada no meio porque eu simplesmente não suporto ouvir a voz dessa personagem que só faz bosta, mas isso é assunto pra outro post.

O que eu vou falar aqui hoje é sobre os boys dessa série, que me causam repulsa. Desde o primeiro episodio já vi muitas atitudes problemáticas e que me deram nojo de ver aquilo na televisão e perceber que esse tipo de homem existe na vida real, tanto que eu conheço vários que têm os mesmos comportamentos.

Adam

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Esse é o pior de todos. Acho que nos primeiros episódios, Marnie descreve ele como sendo um “animal” e essa é a descrição perfeita desse personagem. Adam é aquele típico cara misterioso que às vezes aparece na vida de uma mulher e a faz ficar louca com esse jeito todo esquisito de ser. Ele mora em um apartamento que é um verdadeiro chiqueiro e só encontra a Hannah para uma finalidade: sexo. Enquanto ela está lá falando sobre seus sentimentos e procurando uma pessoa que realmente escute e que te dê afeto, tudo o que ele pensa é que horas que ela vai calar a boca e deitar em sua cama.

Uma coisa que me incomodou muito é que o tempo todo ele jogava indiretas, muito que diretas, digamos, sobre o peso de Hannah. Dizia que ela precisava emagrecer, ficava realmente cutucando um assunto que ela já havia mostrado que não estava confortável em conversar sobre.

A primeira vez que a Hannah o vê fora daquele chiqueiro foi no último episódio da primeira temporada. Nesse episódio eles conversam pela primeira vez e daí surge o relacionamento que está durando até a terceira temporada. No decorrer do namoro, Adam mostra várias atitudes escrotas. Ele deixa bem claro que não dá a mínima para as amizades da namorada e que não quer ficar socializando. Também não tem nenhuma ambição na vida e apenas fica perambulando pelos cantos sem realmente construir um futuro.

Ele é agressivo, tem um comportamento assustador. Ele grunhe, como um animal.

Resumindo: Não tem um pingo de respeito pelas mulheres. Um nojento.

Ray

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Outro que não suporto. Tudo bem que ele deu uma melhorada nos últimos episódios, mas não apaga o que ele já fez nos outros.

Esse personagem é outro que não tem a mínima ambição na vida e se encosta na namorada como um parasita. Ele começou a morar na casa dela sem ela perceber. Assim, do nada. Quando a coitada se deu conta, o infeliz já estava de mala e cuia no seu apartamento.

Invade a privacidade da Hannah lendo seu diário e mostrando para o melhor amigo. Faz comentários machistas e não tem nem um pouco de educação quando fala com as mulheres da série.

Selo escrotinho pra ele.

Eu ia dedicar uma parte para o Charlie, mas eu realmente não tenho muito o que dizer sobre esse personagem já que ele é o único que nunca foi escroto com a namorada, muito pelo contrário, era bonzinho até demais. 

Vários outros caras entraram e saíram da série e posso dizer que todos tinham alguma atitude problemática que era completamente ignorada por essas meninas. Artista egocêntrico, peguete homofóbico, caras agressivos e muitos outros comportamentos que não são legais em um homem.

O que mais me admira em perceber isso e ver essas garotas continuando com caras assim é que isso realmente acontece. Amigas, conhecidas e até a pessoa que aqui escreve já se envolveu com algum tipinho que parecia mais ter saído direto de um episódio de Girls. E sabe o pior? Caras que nem o Charlie, que são legais, bonzinhos e tratam uma mulher com respeito e amor, muitas vezes não são nem notados. Afinal, não tem graça ser tratada bem por uma pessoa, o legal mesmo é sofrer. Triste visão distorcida sobre o amor, que ainda é muito presente por aí.

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Cancelem o Facebook

É, estou bem sumida ultimamente mas eu juro que é só um bloqueio criativo e já vou logo falando que eu tenho vários durante o ano. Então se você tem um pouquinho de paciência é só esperar que uma hora eu volto hehe

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Faz um tempo que eu venho percebendo que eu estou saturada de todas as redes sociais, principalmente o Facebook. Eu só não deleto minha conta por lá porque ainda uso o chat e participo de alguns grupos legais e que ainda valem a pena ler o que está por ali (beijo, melhor grupo!). Quando o Facebook começou, ele era cool, estar nele era cool. Quem era o Orkut na fila do pão quando a gente podia estar fazendo parte da nata do mundo virtual no Facebook?

No começo era aquela exposição da vida. Não que hoje não seja, mas acho que no começo dessa rede social as pessoas mostravam ainda mais o que estavam fazendo e não o que estavam pensando, o que gerava uma overdose de fotos desnecessárias e um compartilhamento de momentos íntimos que a minha única vontade era DESVER imediatamente (tipo gente que posta foto de homenagem de dia dos namorados com a cama toda enfeitada de pétalas de rosa. Cara, não quero saber do seu coito que rolou depois daquela foto).

Acho que a melhor coisa que o querido Mark Zuckerberg criou no Facebook foi a opção de parar de seguir uma pessoa sem a mesma saber disso. Sensacional. Não preciso ficar lendo chorume que algumas pessoas (até mesmo amigos) postam e que aparecem na minha timeline all day. Sou dessas que segue só os amigos mais íntimos e que tenho certeza de que não postam coisas ridículas e ainda sigo alguns grupos e páginas.

Já a pior parte é que TODO conteúdo compartilhado vem com o que? A opinião alheia. E eu tenho para mim que os comentadores de Facebook (menos piores que os do G1) são um tipo de pessoas que não deveriam nem ter acesso à internet para pararem de disseminar tanto ódio gratuito. Esses dias eu estava lendo um post sobre galinhas, é isso mesmo, tá aqui o link para você se deliciar com a minha curiosidade inútil por essas coisas. E aí que eu fiz a burrice de descer nos comentários e dei de cara com isso aqui:

ooo

A pergunta que faço é: O QUE TEM A VER O KOO COM A CALÇA?

Eu só estava ali querendo saber porque raios uma galinha fica hipnotizada por um risco no chão. Como que um ser desses entra nessa página e comenta sobre política? Aliás, ta aí o desafio: te desafio a encontrar pelo menos cinco posts ou matérias aleatórias em que não tenham algum comentário envolvendo política. Esse povo não tem limites.

Eu entro na internet para me divertir, faço isso desde que eu tinha 7 anos e até hoje não é diferente. Mas hoje eu sinto que está tudo tão pesado que a minha vontade é passar o dia lendo blogs pessoais e vendo vídeos de cachorrinhos por aí. Não vejo mais respeito, não vejo discussões saudáveis (são muito raras) e sinto que as pessoas entram no Facebook, principalmente, para espalharem ódio e descontarem um dia de merda que tiveram.

Tudo isso a gente junta com a falta de respeito com quem produz conteúdo e tenta divulgar nessa rede social. Vocês sabem quão difícil é divulgar hoje em dia algo que você produz? Com meu humilde bloguinho eu já gastei horrores em anúncios e o retorno que eles dão não é nem um pouco satisfatório. Sou muito mais a época do blogroll, por isso ainda mantenho o meu.

A verdade é que eu queria uma rede social nova, já cansei dessa. E o princípio dela deveria ser espalhar amor, felicidade, coisas boas (não costumo ser brega assim, juro). Quero uma coisa LEVE para passar meu tempo. Por isso estou cada vez mais lendo blogs pessoais e mudei o foco do meu. Aqui entra quem quer, ler quem quer e se comentar bosta eu excluo o comentário.

Não me julguem se eu demoro para responder alguma mensagem lá na página do blog, meu bode não me deixa ser mais rápida.

Um beijo.

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